Belo Horizonte, setembro de
2005
Prezado (a) associado(a),
Vencida a XXIV Exposição Nacional, nosso primeiro grande desafio, e
decorridos quatro meses à frente da ABCCMM, queremos neste momento colocá-lo(a)
ao par de algumas ações importantes que a Diretoria implementará brevemente,
que se inserem no compromisso assumido de realizar uma gestão transparente,
responsável e participativa.
Em maio, tão logo tomamos conhecimento das dificuldades financeiras da
Associação, decidimos, na primeira reunião de Diretoria, adotar rígido corte de
despesas, dispensa de funcionários, remanejamento de setores, maior controle
dos gastos da entidade e auditagem de suas contas, que visaram, sobretudo,
restabelecer o equilíbrio da
instituição. Estas decisões foram divulgadas no jornal, site e revista
oficiais da ABCCMM, para que todos acompanhassem as medidas adotadas.
Infelizmente, em razão dos aumentos das tarifas públicas e de outros
custos, e apesar do esforço cotidiano de redução de despesas, não conseguimos
reverter este quadro, que permanece preocupante, sinalizando déficit financeiro
da ordem de R$ 600 mil para o final deste ano. Uma empresa não pode gastar mais
do que arrecada, e é dentro deste contexto que se encontra a nossa Associação:
a receita advinda dos emolumentos e serviços não está sendo suficiente para
arcar com as despesas da entidade.
Diante da gravidade da
situação, não nos resta outra alternativa se não a de aumentar a tabela de
emolumentos e anuidade a partir de 1º de outubro (conforme tabelas anexas),
medida que sabemos ser neste momento impopular e desgastante, mas vital para a
sobrevivência da nossa Associação.
Estamos, ainda, envidando
esforços para vender a Fazenda da EMA em Confins, cuja manutenção onera a
Associação. Diretoria e Conselho Superior decidiram que o montante apurado seja
destinado a fundo com aplicação em outros investimentos, e não utilizado no custeio da entidade.
Queremos administrar a
ABCCMM com base no tripé: anuidade, emolumentos e Exposição Nacional. Que o
valor das anuidades seja investido no aprimoramento técnico e manutenção dos
ativos; que os emolumentos e serviços paguem os custos, e que o resultado
obtido com a Exposição Nacional seja revertido aos núcleos, para que eles
organizem seus eventos e divulguem a raça.
Na expectativa de contarmos
com a sua compreensão e apoio, colocamo-nos à disposição para outros
esclarecimentos necessários, convictos de que estamos fazendo o melhor para o
fortalecimento da nossa Associação. Prosseguiremos, determinados, no propósito
de reduzir ainda mais os custos da entidade até que ela alcance o equilíbrio
satisfatório que toda organização necessita para sobreviver no mercado. Os
inúmeros desafios que pesam sobre os nossos ombros são grandes, mas não vamos nos
furtar a enfrentá-los. Sem demagogia, sem políticas milagrosas, mas com muito
trabalho, responsabilidade e, sobretudo,
respeito aos nossos associados, a quem devemos todo o crescimento da
Associação e da raça Mangalarga Marchador.
Cordialmente,
Eduardo Costa Simões - Diretor Presidente
Luiz Antônio Wanderley - Diretor Vice-Presidente
Wander Roberto Melo - Diretor Administrativo
José Silvestre de Araújo - Diretor Financeiro
Adolfo Géo Filho - Diretor de Eventos
Dennis Braz Gonçalves - Diretor de Promoções e Marketing
Marcelo Baptista de Oliveira - Diretor Social
Miguel Marques Filho - Diretor de Esportes e Provas Funcionais
Tabelas de Emolumentos. (
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